rua de paralelepípedo
o velho rubem, com sua riqueza simples, com suas palavras de roça e de filosofia, me fez chorar de novo. sentada num café, numa terra estrangeira, a singeleza desse cachoeirense entrou mais uma vez na minha vida, deixando minha insensibilidade milimetricamente construída em frangalhos. as palavras me batiam na cara, o vento frio também. chorei porque o inverno estava, finalmente, chegando. chorei porque o vento é uma coisa linda de se ver. chorei porque as coisas não passam com o vento, como a gente gostaria. chorei porque chorar é bom também. o velho rubem é um mago, que do além joga feitiços nos pobres mortais. quem dera, um dia, sentir como o velho rubem.

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