dodói (*)
que tal suspender um carro com as próprias mãos? ou, então, quebrar um bloco de cimento de 10 quilos com uma joelhada? engolir facas? desfilar por uma passarela em brasa? tirando os psicopatas pelo guiness book, faquires [existe esse plural?] e o pai mei, conheço pouca gente disposta a esses sacrifícios. e, penso, por algo muito óbvio: tudo isso cheira a morte. e, na melhor das hipóteses, dói. e, às vezes, a dor é uma opção pior que a morte. pelo menos, essa é a lógica do suicídio.
eu vejo muita poesia em dicionários, consulto com freqüência e pelas razões mais imbecis. as pessoas costumam implicar comigo por causa dessa ‘mania’. mas a despeito da assepsia original, a descrição do dicionário quase sempre abre nossos olhos para uma certa dualidade das coisas. a dor, por exemplo, é descrita pelo aurélio como “sensação de sofrimento decorrente de lesão e percebida por formações nervosas especializadas”. mas, logo em seguida, vem a complementação: “mágoa, pesar”.
e eu pergunto: qual a diferença entre essas duas dores? qual provoca maior sofrimento? qual delas podemos suportar melhor? não saberia nem por onde começar a responder essas questões. sinto é que o tipo que traz mágoa e pesar é o mais solitário de dor. é, muitas vezes, a dor que não se pode dividir. ou revelar.
e você, quanta dor você é capaz de suportar?
[estou meio aérea hoje... concluir raciocínios não é uma coisa que eu consiga em dias assim... whatever...]
ouvindo agora
virgin rádio uk online. ótima dica da alê. além da programação musical de primeira, ainda dou uma forçada no meu inglês capenga tentando entender o que os locutores falam.
sabor do dia
pastelzinho de romeu e julieta do sabor & arte. o que era aquilo, meu deus!
palavra do dia
ok
* [o título do post é uma homenagem ao loose e às leituras poéticas das tardes de trabalho]

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