um pequeno universo
agora que trabalho no mesmo bairro em que moro, se bestar passo a semana toda sem sair de jardim da penha. e de repente notei que, em determinados lugares, pode-se resolver tudo pela vizinhança. perto de casa tenho escola, bancos, cabeleireiro, papelaria, supermercado, banca de revista, lojas de disco, sebos, padaria, feira, praças, parque, casa lotérica, posto de gasolina, oficina mecânica, sapateiro, costureira, camelô. jardim da penha ainda tem a 'sorte' de ter bem próximos a universidade e a praia. é praticamente perfeito, né?! por que será, então, que sinto tantas saudades do centro?
de repente me dei conta de que o que me faz falta é estar no meio da 'urbanidade'. o centro, com todo aquele comércio, a movimentação limitada ao horário de fechamento das lojas, o aspecto deserto e até meio decadente nos finais de semana, é uma reprodução da idéia que tenho de 'cidade grande'. jeito impessoal, repleta de anônimos, frenética e com um tom de abondono. em jardim da penha tudo recende a familiaridade, a cidade do interior: senhoras e seus cachorros, crianças indo pro colégio a pé, velhinhos jogando bocha na praça, sorveteria na esquina, conhecidos encontrando-se na padaria. e como vocês sabem, tenho um prazo de tolerância curto pra esse tipo de coisa.
mas sou obrigada a admitir que não é de todo mal...
vivendo e aprendendo a jogar.

2 Comments:
ei lu! admita que no centro vc se enganava estar em são paulo. :)
vc esqueceu de dizer que em JP há os seus amigos e que apesar de todas as comodidades ainda parece existir uma distância difícil para marcar encontros, algugar filme pra ver junto e tomar um cappucino caseiro. ;)
Bjos
anne e lu.
ps: as velhinhas com os cachorros se enganam estar em Ipanema hehe
2:21 PM
Por mim, seria um personagem no filme "Sete Anos no Tibet". Passei a detestar a urbanidade.
10:13 PM
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