9.6.06

sexta é pra rir

reencontrei-me hoje com uma diversão de internet de há muito, o gerador automático (de diversas coisas) do mundo perfeito. não resisti e dei minhas cacetadas no gerador de automático de textos de jorge amado. você escolhe umas palavrinhas (com cara de jorge amado, claro, pra ficar mais engraçado) e é batata! em três versões. e eu ri em todas, pode?! ehehe

>>> 1ª VERSÃO
Do furor de sayid pela morena assiria
Coronel galdêncio tentava desviar os olhos de assiria, mas era difícil não reparar na maneira vistosa com que a moça preparava o bobó de camarão. Enquanto assiria acariciava a mandioca, o coronel só conseguia pensar em ter a nuca da cabrita em sua boca. sayid fingia não perceber o assanhamento do homem mais poderoso da cidade. Desafiar o dono da Fazenda Nova Esperança? Só com muita justeza e proteção de oxóssi, melhor aquietar a cabeça e manter aquele furor guardado junto com a peixeira.

- onde, diabos, foi pastar o meu boi?

A voz de assiria quebrou o silêncio tenso do ambiente. Mas por pouco tempo. Ela sabia que não teria respostas. Não era sua voz, mas seu par de coxas que chamava a atenção daqueles dois. Ela não valia mais do que um tinteiro. Melhor esquecer. Melhor nem avuar. Voltou a acariciar a mandioca.

>>> 2ª VERSÃO
Da primeira vez que a nuca de assiria encontrou as mãos de sayid
Sayid não agüentava mais as provocações de assiria. A mulher do Coronel galdêncio todo dia arrumava uma desculpa para aparecer no armarinho. Sempre com a saia curta e o assanhamento menor ainda. Falava do marasmo de viver na fazenda Nova Esperança, dos suores noturnos, do furor estancado em seu coração. O turco tentava mudar de assunto.

- onde, diabos, foi pastar o meu boi?

Mas quem disse que adiantava? A mulher sempre arrumava um jeito de voltar ao ataque. Usava técnicas de baixeza inomináveis. Chegou até a preparar um prato de bobó de camarão (inegável afrodisíaco), ainda caprichado na mandioca , só para sayid não ter como recusar o agrado.

Orientado pela negra Juventina, o dono da armarinho resolveu a fazer um despacho para oxóssi, na tentativa de se livrar da fazendeira e da perspectiva de ser atravessado por uma peixeira. Até avuar o turco fez, para ver se passava por louco e espantava a insistente. Mas ela tinha o corpo fechado para despacho e aberto para teimosia. Num dia de calor retado, assiria entrou no armarinho com a desculpa de comprar um tinteiro. sayid não tinha tinteiro a venda. Nem como resistir à nuca de assiria exposta daquela forma vistosa. Danou-se.


>>> 3ª VERSÃO
De quando oxóssi novamente escutou assiria
A lavoura de cacau pedia trégua. A fazenda Nova Esperança já não agüentava mais tanta devastação e pedia clemência da vassoura de bruxa. Da mesma forma que a cidade inteira pedia alguma solução. Enquanto coronel galdêncio especulava na capital alguma forma lucrativa de negociar a venda da sua propriedade, assiria apelava para que oxóssi mandasse embora aquela maldição. Com os homens sem dinheiro, ela e suas cabritas não tinham futuro. O assanhamento estava sendo substituido pelo desânimo. As carolas seriam as únicas felizes, porque só elas dão valor para a tristeza.

Até o paciente sayid foi visto chutando um tinteiro e gritando para a poeira que se levantava na frente da venda:
- onde, diabos, foi pastar o meu boi?

O cabra tinha enlouquecido. Não havia mais o cheiro de bobó de camarão saindo das janelas. A praga extinguiu também a possibilidade de possuir mandioca nas despensas. Não havia lugar nem mais para o furor. Foi assim até o dia em que viram assiria avuar. Era o sinal. Sempre que oxóssi a ouvia, isso se repetia. Dito e feito. Em um mês a praga abandonava a cidade, a fazenda Nova Esperança e os pesadelos de assiria, que - depois de ser ouvida -, resolveu toda noite em total assanhamento, dançar e exibir sua vistosa nuca na frente da igreja, sem ligar para a oculta ameaça de uma peixeira.


>>> é, sayid é mesmo influência de lost in my life. fazer o que, gente, se o gerador pedia um nome masculino de origem 'árabe, turca ou qualquer coisa que o valha'?

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

você jura que é verdade isso?! que medo...
beijos
ps. não sei o nome do esmalte, mas o segredo é sempre passar o cintilante por baixo :)

8:49 PM

 

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