saindo da toca
depois de 2948582745 horas de preguiça e desânimo, seguidas de uma gripe avassaladora, saí de casa. e eis que foi bom. programas diferentes, lugares que eu ainda não tinha me dado o prazer de conhecer e os amigos queridos de sempre. engraçado como a gente precisa de mudar de ares de vez em quando. reciclar hábitos, abandonar manias.
recomendo a exposição babel, de cildo meireles, que está no museu da vale.
[aqui tem entrevistas com o artista e também com o curador da exposição.]
ah, recomendo também o filé com pimenta rosa do restaurante do museu. essa tal de pimenta rosa, diferentemente das pimentas que eu conheço (um conhecimento limitado, admito), não arde. tem um gostinho bom, que faz a diferença.
+ INFO
navegando pelas obras
Marulho (1997) – Exibida no Brasil apenas no Rio de Janeiro e Brasília, é composta de um píer de madeira que avança sobre uma sala ampla onde se encontram, sobre o chão, milhares de livros abertos que se entrelaçam ordenadamente e em cujas páginas encontram-se imagens de mares distintos. No ambiente, ecoa a edição sonora da palavra água gravada em 80 idiomas.
Babel (2001) – Inédita no Brasil, esta nova versão da obra é formada por uma torre de 5 metros composta por centenas de rádios - de épocas, modelos e tamanhos diversos – sobrepostos em círculos, ligados e sintonizados em diferentes estações de emissoras AM e FM, emitindo sons de várias programações.
As duas obras têm a questão sonora como ponto em comum. Ambas foram concebidas nos anos 90 e, segundo Cildo, brotaram da mesma situação hipotética, híbrida, que liga a ambição, a soberba, o orgulho à vontade de se comunicarem. “Os dois trabalhos estão unidos a uma das mais fortes características do homem, que é a vontade de chegar a Deus”, diz o artista.
Malhas da Liberdade (1976/77) - O artista realizou três versões de Malhas da Liberdade. As duas primeiras foram com redes de pescar, A terceira, em metal, que fará parte da mostra, participou da Bienal de Paris, em 1977. A obra consiste em um módulo e em uma lei de formação: como o módulo intersecciona o módulo anterior, determina então como ele é interseccionado por um terceiro, e assim por diante. A composição cria uma grade que se espalha sobre um plano, mas também começa a crescer no espaço, a criar um volume.
Mebs/Caraxia (1970) - Disco compacto 33 rpm. Tiragem 500 exemplares. Produção do autor. Feito com oscilador de freqüência, a idéia do disco seria a de construir "esculturas sonoras", isto é, projetar uma imagem espacial (visual) através da percepção auditiva. Assim, a faixa MEBS seria o gráfico sonorizado da fita de Moebius, enquanto CARAXIA refere-se à sonorização de uma espiral.
Sal sem Carne (1974) – É o segundo disco gravado pelo artista. O material foi coletado em 1974, em Goiânia, com fotos de Cildo e seu irmão Max Jorge Campos Meireles. (Re)trata o massacre dos índios Kraôs, investigado pelo pai de Cildo, quando trabalhava no Serviço de Proteção aos índios, resultando no primeiro caso de condenação por assassinato de indígenas no Brasil.
Glove Trotter (1991) – Consiste em esferas de diferentes tamanhos, de diferentes cores e tamanhos cobertas por malha metálica, que remete a uma paisagem lunar. Para o artista, “é como o gesto de alguém que joga uma rede para capturar mundos”. O título joga com a expressão globetrotter (o termo é usado para jogadores de basquete nos EUA).
Cruzeiro do Sul (1969/70) – Minúsculo cubo de madeira (9 x 9 x 9 mm), feito em pinho e carvalho, que contém, segundo Cildo Meireles, “a idéia da imensidão da energia contida num corpo mínimo”.
Cantos (1967/68) – Maquete de cantos de uma típica sala doméstica. O artista utiliza três planos para definir uma figura no espaço.
O Artista
O carioca Cildo Meireles é um dos mais destacados artistas plásticos de todo o mundo, e, ao longo de mais de três décadas, desenvolveu umas das mais consistentes e inventivas trajetórias da arte contemporânea brasileira, tornando sua obra conhecida e admirada internacionalmente. Cildo acaba de chegar de Nova York onde recebeu, em abril deste ano, o Prêmio Skowhegan. Paralelamente à mostra do Museu Vale do Rio Doce, trabalha na montagem de Eureka/plaindhotland na Tate Gallery em Londres, e Missão/Missões (Como construir catedrais) em Zurich. Além disso, desenvolve o projeto de Atlas, obra idealizada em homenagem à Manzoni, que ficará ao ar livre em um parque na cidade de Svolvear, Noruega; e trata da sua participação nas Bienais de Copenhague e São Paulo.
Babel, de Cildo Meireles
Museu Vale do Rio Doce
Vila Velha - ES - Brasil
27 3246-1443
De terça a domingo, das 10h às 18h
Sexta, das 12h às 20h
de 30 de junho a 17 de setembro
fonte

3 Comments:
que eficiência.
quero te contratar :)
beijo
ps: adorei ver o jogo com vocês (não adorei o jogo, que fique bem claro)
10:12 PM
Sexta-feira foi legal. Numa noite em que pelo menos eu estava com poucas expectativas. Surpresa é sempre bom. E eu ainda vou soltar a minha belíssima voz!
Ah, e dá até pra mudar a letrinha daquela velha canção: "And HE was just seventeen"... hahahahahahahahahaha
Beijão.
12:26 AM
Pimenta rosa, aquela frutinha vermelha do pé de aroeira...
11:28 AM
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